quarta-feira, 2 de março de 2011
camélias
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
A irmandade que não é assim tão irmã
“We will deal with the Muslim Brotherhood party platform [o partido da irmandade recentemente criado] in light of the events and changes [in the political situation] because life changed a lot and everyone must admit this. The situation before 25 January is very different from the situation after 25 January.” - Saad Al-Husseini, membro da IM.
Alguns irmãos já perceberam que terão de se adaptar às novas condições para evitar a debandada dos mais jovens e das mulheres. Estes poderiam engrossar o partido Wasat liderado por Abouel Ela Madi, ex-membro da Irmandade, que defende a total igualdade entre muçulmanos e cristãos, assim como o direito das mulheres e cristãos a ocuparem os cargos mais altos, incluindo a presidência.
For the sake of justice and impartiality, let us talk about regulations that should be applied to all Egyptians rather than just Islamists. First, any party should not have proselytizing activities. Second, it should accept the rules of democracy, which means it should not discriminate against citizens on basis of religion, sex, ethnicity or wealth. It should have neither military nor paramilitary militias and should receive no money from abroad. It should not have members who engage in combat outside Egypt. All party accounts should be transparent and monitored by the Central Auditing Organization. - Abouel Ela Madi.
Apesar de por cá muito se falar da suposta incapacidade dos egípcios resistirem ao apelo retrógrado e sexista da Irmandade Muçulmana, a imprensa egípcia aponta para o seu declínio se optarem pelo conservadorismo. O que parece mais certo é a IM não resistir aos egípcios.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
as iranianas estão sempre a aprender
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
to mubarak
Uma nova palavra foi adicionada ao Oxford Dictionary.
Mubarak (v.): To stick something, or to glue something.
Example: “I will punch you and mubarak you to the wall”; or “You can mubarak the pieces to hold them together”.
Esta é uma das piadas que circulam nas ruas do Egipto.
Egipto, 11 Fevereiro 2011
Se havia uma oportunidade para tantos democratas não serem, mais uma vez, hipócritas em relação ao povo do Médio Oriente, era esta. Apesar de os próximos passos estarem ainda longe de serem claros quanto ao desfecho que mais desejamos, este é um momento para celebrarmos. Se não apoiarmos e encorajarmos os movimentos pró democracia que não são islamistas, como é o caso deste, apenas nos resta apoiar ditadores, o que deveria repugnar qualquer democrata convicto.
Parabéns ao Egipto. Um grande dia para eles e para todos aqueles que ainda não perderam a confiança e a esperança naquilo a que Obama chamou a humanidade comum.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
isto está mesmo mau
Sugiro que sigam o conselho da Helena. Andor. Oportunidades não vão faltar.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
uma gaiola foi à procura de um pássaro*
Manifestantes pró Mubarak, montados em camelos e cavalos carregam sobre a população.
as imagens contam a história
O desespero e a dor pelos que tombam.
As imagens das mulheres que se manifestam correm mundo satisfazendo a procura. A presença das mulheres afasta receios de uma orquestração islâmica e confirma a determinação do povo egípcio.
O black-out não parou a revolução.
A foto de Mubarak que parece ter sido pensada para ficar a jeito do beijo dos aduladores.
Fotos daqui.
o que a oposição quer
"It will look like Turkey. With a Prime Minister elected between the people and parties and a President, and a very strong Army to serve the constitution and the respect of the constitution -- and the respect of all the international agreements."
"The reality is that for the last 30 years there was no real peace with Israel. There was peace between Mubarak and them, but there was no peace between the nation of Egypt and the Israelis. And if we become elected and come with democracy I think a nation with democracy can talk to another nation with democracy. I'm sure the Israelis want to live in peace; like the Egyptians, like the Palestinians."
"A real democratic Egypt, where the people will choose their leaders, like you have here in the United States...like you in the countries who took their road and right path. We want the right path. We think democracy is our only way out and it's your only way out in the United States or in Europe. Democracy in our country means you will ally the nation, not a man...Choose between the nation and the man."
Mustafa el-Gindy, antigo membro independente do parlamento egípcio e actualmente membro da oposição, numa entrevista ao FP.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
caixão
Não vos acontece, às vezes, acordar e ter a impressão que acordaram noutra cama? De precisar de alguns momentos para se lembrarem do vosso quarto, dos objectos familiares, a forma como a luz incide na janela e para que lado abre a porta? E depois repararem que afinal estão mesmo na vossa cama, no vosso quarto, na vossa aldeia, no vosso país e que tudo faz sentido na sua forma tão peculiar de não fazer sentido algum?
Foi isso que me aconteceu quando vi portugueses numa manifestação carregando caixões.








