sábado, 19 de fevereiro de 2011

as iranianas estão sempre a aprender

"Feminism, at first, revolted against capitalism and materialism, because they crushed the reality of woman; later, however, Zionists shifted its course and turned it into an opposition force between women and men, whereas the two complement each other" - Ahmadinejad




sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

to mubarak

Uma nova palavra foi adicionada ao Oxford Dictionary.

Mubarak (v.): To stick something, or to glue something.

Example: “I will punch you and mubarak you to the wall”; or “You can mubarak the pieces to hold them together”.

Esta é uma das piadas que circulam nas ruas do Egipto.

A beginning is the time for taking the most delicate care that the balances are correct. This every sister of the Bene Gesserit knows.

Frank Herbert, Dune

Egipto, 11 Fevereiro 2011

O povo que segundo algumas vozes aprecia pouco a democracia e a liberdade, celebra o primeiro passo em direcção ao que mais pediram: democracia e liberdade.



Se havia uma oportunidade para tantos democratas não serem, mais uma vez, hipócritas em relação ao povo do Médio Oriente, era esta. Apesar de os próximos passos estarem ainda longe de serem claros quanto ao desfecho que mais desejamos, este é um momento para celebrarmos. Se não apoiarmos e encorajarmos os movimentos pró democracia que não são islamistas, como é o caso deste, apenas nos resta apoiar ditadores, o que deveria repugnar qualquer democrata convicto.

Parabéns ao Egipto. Um grande dia para eles e para todos aqueles que ainda não perderam a confiança e a esperança naquilo a que Obama chamou a humanidade comum.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

isto está mesmo mau

É preciso estudar para ser escravo e, pior, é mesmo preciso saber muitas coisas (a experiência pessoal não vale nada) antes de concordar com a letra de uma canção.

Sugiro que sigam o conselho da Helena. Andor. Oportunidades não vão faltar.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

uma gaiola foi à procura de um pássaro*

Violentamente.

Manifestantes pró Mubarak, montados em camelos e cavalos carregam sobre a população.

*Franz Kafka

as imagens contam a história

Expondo a carcaça de Mubarak.
O desespero e a dor pelos que tombam.

As imagens das mulheres que se manifestam correm mundo satisfazendo a procura. A presença das mulheres afasta receios de uma orquestração islâmica e confirma a determinação do povo egípcio.

O black-out não parou a revolução.

A foto de Mubarak que parece ter sido pensada para ficar a jeito do beijo dos aduladores.

 Fotos daqui.

depois das cassandras, os coveiros

o que a oposição quer

"It will look like Turkey. With a Prime Minister elected between the people and parties and a President, and a very strong Army to serve the constitution and the respect of the constitution -- and the respect of all the international agreements."

"The reality is that for the last 30 years there was no real peace with Israel. There was peace between Mubarak and them, but there was no peace between the nation of Egypt and the Israelis. And if we become elected and come with democracy I think a nation with democracy can talk to another nation with democracy. I'm sure the Israelis want to live in peace; like the Egyptians, like the Palestinians."

"A real democratic Egypt, where the people will choose their leaders, like you have here in the United States...like you in the countries who took their road and right path. We want the right path. We think democracy is our only way out and it's your only way out in the United States or in Europe. Democracy in our country means you will ally the nation, not a man...Choose between the nation and the man."

Mustafa el-Gindy, antigo membro independente do parlamento egípcio e actualmente membro da oposição, numa entrevista ao FP.

afinal o que quer Mubarak?



quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

caixão

Não vos acontece, às vezes, acordar e ter a impressão que acordaram noutra cama? De precisar de alguns momentos para se lembrarem do vosso quarto, dos objectos familiares, a forma como a luz incide na janela e para que lado abre a porta? E depois repararem que afinal estão mesmo na vossa cama, no vosso quarto, na vossa aldeia, no vosso país e que tudo faz sentido na sua forma tão peculiar de não fazer sentido algum?

Foi isso que me aconteceu quando vi portugueses numa manifestação carregando caixões.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

inclinação

Andava com saudades de soltar uma gargalhada em frente ao monitor. A culpa é toda deste post da Ana Cristina Leonardo.

dantes é que era bom

É uma coisa recorrente. De vez em quando surgem notícias de que o povo acha que vivia melhor antes do 25 de Abril do que hoje e de todas as vezes se dizem as mesmas coisas. Seria de esperar que nesta altura da história das omeletas já se tivesse percebido que não é de esperar uma resposta diferente. É claro que quase toda a gente estava melhor quando quem pergunta está directa ou indirectamente ligado a quem comanda o nosso destino. Para os que são próximos a resposta é outra: as histórias da roupa partilhada e remendada, de uma sardinha para toda a família, dos quilómetros percorridos a pé descalço para ir à escola onde se apanhava muita porrada, etecetera, saltam do baú a cada oportunidade para moralizar os “esbanjadores” e são sempre rematadas pelo "nem te passa pela cabeça o que eu sofri que isto agora são só facilidades".

Ninguém esqueceu coisa nenhuma, mas a memória é selectiva, depende de quem pergunta e das intenções que quem responde julga ser as de quem pergunta.