“Direi che non si può superare questo problema dell’Aids solo con soldi e con slogan pubblicitari. Se non c’è l’anima, se gli africani non aiutano (impegnando la responsabilità personale), non si può superarlo con la distribuzione di preservativi: al contrario, aumentano il problema.” - Bento XVI
O que o tradutor do Google diz que ele disse, em português macarrónico:
"Eu diria que nós não podemos superar o problema da Aids somente com dinheiro e com slogans publicitários. Se não houver alma, se os africanos não ajudam (por cometer responsabilidade pessoal), não pode ser superado com a distribuição de preservativos pelo contrário, aumentar o problema. "
O que os jornais disseram que ele disse:
«No avião que o leva de Roma para Yaoundé, nos Camarões, o chefe da Igreja Católica insistiu em que o problema da seropositividade "não se pode resolver com a distribuição de preservativos", pois que, "pelo contrário, isso só irá complicar a situação".» - Público
O que a Fernanda Câncio disse que os jornais disseram:
«O papa disse mal do preservativo. Disse-o em África, à chegada aos Camarões, e a propósito do combate ao HIV/sida. "O preservativo não combate a sida. Só piora".»
Bento XVI não disse que o uso do preservativo e a distribuição de preservativos aumentam o problema da SIDA. Disse que essa distribuição, sem a ajuda e empenhamento da responsabilidade individual dos africanos, não só não resolve como até aumenta o problema da SIDA. A Helena explica tudo muito bem.
Pode-se concordar ou discordar desta afirmação. O que não se pode é fazê-lo partindo de um pressuposto falso (fácilmente verificável por uma consulta ao site do Vaticano). Ter um bom conhecimento da luta contra a SIDA em África, dos muitos contextos que existem, e estar a par dos estudos que se têm feito sobre a eficácia da distribuição de preservativos na redução do número de infectados nesse continente, também ajuda.
Adenda : a tradução para português já está disponível e reza assim:
«Diria que não se pode superar este problema da Sida só com dinheiro, mesmo se necessário, mas se não há alma, se os africanos não ajudam (assumindo a responsabilidade pessoal), não se pode resolver o flagelo com a distribuição de preservativos: ao contrário, aumentam o problema.» (obrigada Helena)