sexta-feira, 22 de julho de 2011

preguiçosos

Não queria falar disto. Esforcei-me por manter a distância - estou um bocadinho farta do reductio ad crise -, mas é preciso ter estômago para depois de uma vida de trabalho árduo e honesto assistir sem pestanejar ao corte de partes substanciais dos nossos rendimentos, quando não dos nossos empregos. Pior ainda são as explicações que se encontram para o nosso estado de crise. Seria consequência das falhas morais dos nativos. Preguiçosos, dizem eles.
Somos os turcos de Sarrazin, os ciganos de Sarkozy, os mexicanos sem ética trabalhadora de Huntington.

3 comentários:

sem-se-ver disse...

de acordo

Anónimo disse...

Quem falou em preguiça? Eu só ouço isso em Portugal. É o que pretendemos que os outros pensam sobre nós. É a nossa imagem do que os outros pensam. O que ouço é que existem problemas estruturais e má orientação. São coisas diferentes.

Pedro

maria n. disse...

Pedro,

A conversa da preguiça começou com Angela Merkel que nos mandou trabalhar, gozar menos férias e ir para a reforma mais tarde. É uma ideia - a de que os europeus do sul trabalham menos do que os do norte - que se tem repetido, sobretudo em relação aos gregos.