domingo, 22 de maio de 2011

brigade de ménage à deux

A forma como se tratam os suspeitos nos EUA é revoltante e condenável, assim como o é a forma como a alegada vítima tem sido tratada em França, mas ler o filósofo francês Bernard Henry-Levy defender um tratamento digno para Dominique Strauss-Kahn, não por toda a gente o merecer, sobretudo na condição de presumível inocente, mas porque ele não é um “suspeito qualquer”, é uma coisa extraordinária. Julgava que essas ideias tinha já sido extintas. Mas é distracção minha.

J’en veux, ce matin, au juge américain qui, en le livrant à la foule des chasseurs d’images qui attendaient devant le commissariat de Harlem, a fait semblant de penser qu’il était un justiciable comme un autre.

Os Europeus são tão bons a dar palmadinhas nas suas próprias costas. Tudo o que inventam é justo, humano, democrático, emancipador e igualitário, a menos que seja exportado para outros lugares e venha a ser usado contra um dos nossos. Um dos que gostamos, claro, caso contrário façam o favor de estar à vontade.

A defesa que BHL pretendia fazer de DSK é um tiro nos pés. É muito triste quando nada mais se tem do que a defesa da parcialidade do sistema e teorias sobre a brigade de ménage de duas mulheres, que só tinha uma, para oferecer em defesa de um amigo.

2 comentários:

Anónimo disse...

Oi trata-se a 1ª vez que encontrei a tua página e adorei muito!Bom Projecto!
Cumps

maria n. disse...

Obrigada.