segunda-feira, 14 de março de 2011

12 de Março

Vozes megafónicas calam-se e relaxam dando lugar aos intérpretes de um desfecho que não previram e que os confunde. Apontam a ausência de liderança, o espírito mais ou menos caótico da manifestação. Surgem os rótulos, as caricaturas e os candidatos a cabeça. É uma chatice quando as ovelhas se movimentam, mas não o fazem em rebanho sob o comando de pastores. Obriga a ver para lá das instituições, além das ideologias políticas e protagonistas instalados, a ter em conta o público como ele é, não como julgam que é. Obriga à procura de soluções que não as mesmas do costume. Não é para qualquer um. Para muitos será sempre mais fácil derreter um dia de protesto no mundano. Não percebem, talvez, que o 12 de Março foi uma coisa verdadeiramente extraordinária.

2 comentários:

João disse...

Muito boa resposta, a todos aqueles que para além de criticar o que vai mal, ainda são tambem capazes de criticar quem tenta efectivamente quebrar a inércia inicial, esta conformidade intrinseca ao nosso Povo, de passividade quase ancestral. Pois bem, fortes são os ventos de formação intelectual neste País, e o 12 Março foi somente a primeira rajada, não tenham ansiedade, nem receio, nem se tentem precaver, para com estes ventos, eles são de natureza isenta de sectarismos, alimentam-se da imensa sapiência popular, da sua clarividência (infelizmente não de todos), não são portanto ventos de perversidade, são minha gente ventos de mudança!

maria n. disse...

Espero que sim, João, que sejam ventos de mudança positiva.