terça-feira, 16 de novembro de 2010

Olga Ivanova andou na região russa de Vologda a fotografar estilos de vida em vias de extinção.




quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Dardos


Um Dardo do excelente 2 Dedos de Conversa para o Segunda Língua que daqui envio a dois blogues que comecei a seguir recentemente e que juntei aos meus blogues de estimação: Bandeira ao Vento porque gosto dos cartoons e da escrita do José Bandeira e Dias Assim que é muito bonito, também pela fotografia diária que a Sofia publica. 


«O Prémio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc.... que, em suma, demonstrem a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras e as suas palavras. Estes selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.»

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Aung San Suu Kyi




Tenho uma enorme admiração por Aung San Suu Kyi. Queria escrever sobre as eleições para inglês ver em Myanmar mas a Joana Lopes fá-lo melhor que eu. Recomendo a leitura do seu texto.

Será libertada no dia 13 deste mês, data em que termina a sentença a que foi injustamente condenada, completando um total de 15 anos de cativeiro.

sábado, 6 de novembro de 2010

dançando sob a forca

Alice Herz-Sommer, a sobrevivente mais velha do Holocausto completa 107 anos este mês. A pianista de Praga foi deportada para o campo de concentração de Theresienstadt, espécie de antecâmara do destino final para artistas, aos 39 anos de idade. Sabia que poderia tocar e  pensou que o lugar onde  o pudesse fazer não seria assim tão terrível.  A música era para ela a fonte da esperança, uma religião. É uma inspiração ouvi-la com a sabedoria que só os velhos têm.



Everyday in life is beautiful. That we are here, that we can speak about everything, not? It's beautiful.

Reductio ad crise


Dizem-nos repetidamente que o tempo se esgotou para aquilo que julgávamos garantido e que temos de ser flexíveis. Mas a crise tem de ser exclusiva, como se essa exclusividade fosse condição para a suportarmos. Não há lugar para aqueles que para além de terem as mesmas preocupações têm mais algumas. Sugam-nos o tempo, mas não o suficiente para os ignorar. Há sempre tempo para lhes mostrar o nosso ressentimento por se atreverem a "distraír-nos" da crise com coisas que não nos afectam directamente.

Esta urgência em registar a crise como forma de diminuir e desclassificar os problemas dos outros funciona, paradoxalmente, como uma alienação da própria crise. Se a cada protesto acoplarmos o enunciar das dificuldades presentes talvez essas dificuldades desapareçam. Não sei, mas julgo ser esse o raciocínio.

submarinos

A nossa dívida é tão grande que já não se mede em Euros. Mede-se em submarinos.

doçura





Hu Jintao está de visita à Europa e, segundo o Editorial do Global Times de ontem, intitulado "Open minds needed for China-EU ties", a chatice toda não é levantar a questão dos direitos humanos. A chatice é fazê-lo numa altura imprópria.
Out of traditional prejudice over the ideological path China chose to take, some European countries opted to side with the Dalai Lama, to issue the Nobel Peace Prize to China's dissidents, and to raise human rights issues during improper occasions.

It should not take too much effort for European countries to develop a sweet relationship with China that benefits everyone.

(...)
Europeans need to keep an open mind when dealing with China. They need to learn that just because Chinese people have a different lifestyle and value system, it does not mean that China wants to topple traditional European values.

This exchange is an extension of freedom in the world.
Este discurso, tão comum vindo de onde vem, que pretende dar a ideia de que haverá um tempo apropriado para os direitos humanos faz exactamente o oposto: eterniza o tempo em que é impróprio tratar desta questão. O Nobel da Paz expôs esta falsa premissa da evolução gradual do governo chinês, mas por lá continuam a pensar que por cá ninguém percebeu. Querem um "relacionamento doce" com o resto do mundo numa tentativa patética de reconciliar uma visão estreita desse mundo com uma cacofonia de perspectivas alternativas que teimam entrar-lhes pela casa dentro. Pedem-nos uma mente aberta à sua mente fechada. Querem de facto que fechemos a nossa mente.

Pressionar os países europeus para não se fazerem representar na cerimónia de atribuição do Nobel a Liu Xiaobo, depois de ter feito todos os possíveis para impedir a atribuição desse Nobel (nunca um país que tanto sonha com um Nobel fez tanto lobby para não receber um), deve fazer parte desse "relacionamento doce" que o partido único chinês quer ter com a Europa.  Esta doçura toda não é para atropelar os nossos valores, como o da liberdade de expressão, é para aprendermos uma ou duas coisas sobre a liberdade. O governo chinês não quer amigos. Quer bajuladores e, sorte deles, vai encontrá-los por cá.

(Interessante como a palavra "doce" aparece ligada a ideologias que praticam a supressão nada doce das vozes da oposição. O grupo de apoio de Mahmoud Ahmadinejad chama-se "Sweet Scent of Service", o doce perfume do serviço.)

Adenda: Existe uma petição pela representação portuguesa na cerimónia de entrega do Nobel da Paz a Liu Xiaobo que pode ser assinada aqui.

abençoada preguiça

A preguiça não é um defeito, é uma qualidade. O nosso problema é não sermos tão preguiçosos como um sueco ou um alemão. É por serem preguiçosos que são tão produtivos. Um alemão está sempre a pensar em formas de trabalhar o menos possível o que o torna criativo, eficiente e bem pago. Trabalha menos e produz mais. Nós trabalhamos para aquecer.


terça-feira, 2 de novembro de 2010

dilma rousseff

Eleita a primeira mulher presidente do Brasil.

«Este fato, para além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro portanto aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural. E que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade. » - Início do Pronunciamento de Dilma Rousseff

Oxalá, Dilma. Oxalá.