domingo, 17 de outubro de 2010

narrativa

Fala-me do Ruanda. Saudades da cozinha, das bananas e das papaias que nada têm a ver com os frutos que por cá conhecemos por esses nomes, mas que não são bananas nem papaias. Saudades dos cheiros, das paisagens, da escola católica, das brincadeiras de criança. Nesta narrativa não existe um genocídio que lhe esquartejou toda a família. Descreve-os todos, os mais velhos que eram meios-irmãos e primos simultaneamente, os mais novos com quem partilhou a mesma mãe e as roupas herdadas dos mais velhos. Nesta narrativa ainda vivem todos algures no centro de Kigali. O pai não acumulou riqueza para espólio de guerra de outrem. A mãe não pariu filho atrás de filho para a matança.


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