sexta-feira, 14 de maio de 2010

basqueiro

Nada disto é novidade. De longe a longe (felizmente na minha aldeia não acontece muitas vezes) sou bombardeada com as Avé-Marias estridentes que os altifalantes da igreja fazem atravessar o planalto sem que ninguém me tenha alguma vez perguntado se concordo ou não com a poluição que me entra pelas janelas. Nunca me queixei. Não fiz abaixo-assinados nem andei a moer o juízo do Presidente da Junta. O povo daqui é assim. Vive e deixa viver. O Berto, que para ter música no trabalho punha as colunas da aparelhagem na janela quando ia para o campo, foi finalmente integrado no silêncio. Em vez de lhe fazer guerra oferecemos-lhe um MP3, o que resolveu o problema da música pimba matinal sem que ninguém se zangasse.

Isto para dizer que nós, os nortenhos, fazemos muito basqueiro e gostamos pouco que nos mandem calar. É verdade isto do barulho, como se pode ver comparando as imagens do Terreiro do Paço e as da Avenida dos Aliados antes de Bento XVI lá chegar e que eu vi na televisão da igreja de todos nós.

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