quinta-feira, 18 de março de 2010

a rua de Fidel

Quando a oposição das pessoas ao regime não agrada há que retirar-lhes a capacidade de decidirem pela sua própria cabeça. Diminuir a sua luta com o argumento da marioneta – não são as Damas de Branco que decidem, são as forças estrangeiras contra-revolucionárias que as manipulam – dá muito jeito. Pode ser aplicado a todos os protestos contra o regime, não importa quais, apelando ao sentimento nacionalista da restante população ao remeter quem se manifesta para a categoria de traidor da pátria.

Erguem-se contra as “marionetas” em defesa de Castro e da rua que “é de Fidel” encenando o espectáculo da sua própria contradição. Os que protegem a propriedade de Fidel estão imunes a todas as manipulações incluindo as que saem do próprio regime embora ainda não tenham percebido que a rua é de todos os cubanos, incluindo os que se lhe opõem, e não de Fidel.

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