domingo, 21 de fevereiro de 2010

segunda língua

Não consegui ainda descobrir-lhe o sentido. As coisas oferecem-se-me como retalhos com os quais vou fazendo a manta. O que está por trás de tudo o que aparece; os movimentos, as palavras, a música, as imagens, as pequenas atenções – ainda - o ódio e a revolta, envolvem uma série de motivações profundas. Enriquecem o seu conteúdo e enriquecem o tipo de pessoas que somos, as nossas vidas, os relacionamentos, as crenças, os motivos, satisfações ou insatisfações; acalma os nossos medos. Empobrece-nos também porque se perde muito tempo com a insignificância, sobretudo a travestida de génio. O objectivo inicial de todos os objectivos é o mesmo, mas há muita coisa que nunca deveria ver a luz do dia. Algumas, felizmente, nunca a verão.

Há uma ruptura constante do blogue com o próprio blogue. Há sempre algo de novo, todos os dias, nem que seja no simples retomar das conversas do dia anterior, algumas do primeiro dia. Mas, dentro desse espaço o mais cativante não é isso. Há uma encenação trágico cómica com o melhor e o pior de nós. Pontos de encontro de vários pequenos mundos que se acotovelam enviando mensagens uns para os outros, como vizinhas palrando de janela para janela, ligam-se numa teia de interesses, de opiniões e de gostos comuns e desligam-se com fúria ou indiferença à mínima contrariedade. Não convém esquecer construir barreiras e demarcar fronteiras; de assinalar devidamente as trincheiras e as estradas sem saída. Sim, as estradas sem saída.

2 comentários:

CCF disse...

Boa reflexão sobre isto de andar aqui.
~CC~

CCF disse...

Boa reflexão sobre isto de andar aqui.
~CC~