
A publicidade da mini stout recupera e promove os desequilíbrios de poder na nossa cultura para servir o capitalismo. Isto nunca foi nem é uma visão feminista. Nada tem a ver com o controlo da mulher sobre a sua sexualidade. Tem a ver com o machismo e sexismo a que a mulher está sujeita todos os dias, incluindo os adolescentes onde este tipo de mentalidade – servir o homem - vai ganhando terreno; onde a mulher se submete (e tem de gostar de o fazer) a um prazer que é todo dele - o dela nem aparece no radar - para não ser vista como puritana e retrógrada.
Super Bock? Obrigada, mas não, obrigada.
3 comentários:
Concordo plenamente. Vivo na Escócia ha varios anos onde publicidade desta nunca seria aceite. Embora a mentalidade de que fala tambem esteja presente de forma mais subtil.
Totalmente de acordo, Maria. Só quem anda muito distraído ou vive dentro de uma bolha não percebe que isto é uma promoção descarada de uma mentalidade que não é imaginária.
Dei uma volta pelos blogues onde este assunto tem sido discutido e há quem interprete a indignação como não estar habituada à liberdade. A minha indignação resulta da falta de hábito à liberdade da SB vender cerveja à custa de imagens que me retratam numa posição servil onde o meu prazer não conta. E é tão fácil, é só puxar, porque somos todas umas bimbas que acham aquilo normal. Devo beber muitas minis para me habituar à liberdade da SB que, coitada, é muito oprimida.
Um dia destes vão-nos dizer que esta publicidade é uma arma de libertação feminina, ó ai se vão.
Cristina
Cristina,
Julgo que por vezes quando há rejeição e protesto se assume que esse protesto procura a proibição. Talvez fosse nesse sentido que falaram de liberdade? Não sei, o meu não quer proibir nada. Não vou comprar stouts, é tudo.
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