sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

mini



A publicidade da mini stout recupera e promove os desequilíbrios de poder na nossa cultura para servir o capitalismo. Isto nunca foi nem é uma visão feminista. Nada tem a ver com o controlo da mulher sobre a sua sexualidade. Tem a ver com o machismo e sexismo a que a mulher está sujeita todos os dias, incluindo os adolescentes onde este tipo de mentalidade – servir o homem - vai ganhando terreno; onde a mulher se submete (e tem de gostar de o fazer) a um prazer que é todo dele - o dela nem aparece no radar - para não ser vista como puritana e retrógrada.

Super Bock? Obrigada, mas não, obrigada.

3 comentários:

Anónimo disse...

Concordo plenamente. Vivo na Escócia ha varios anos onde publicidade desta nunca seria aceite. Embora a mentalidade de que fala tambem esteja presente de forma mais subtil.

Cristina disse...

Totalmente de acordo, Maria. Só quem anda muito distraído ou vive dentro de uma bolha não percebe que isto é uma promoção descarada de uma mentalidade que não é imaginária.

Dei uma volta pelos blogues onde este assunto tem sido discutido e há quem interprete a indignação como não estar habituada à liberdade. A minha indignação resulta da falta de hábito à liberdade da SB vender cerveja à custa de imagens que me retratam numa posição servil onde o meu prazer não conta. E é tão fácil, é só puxar, porque somos todas umas bimbas que acham aquilo normal. Devo beber muitas minis para me habituar à liberdade da SB que, coitada, é muito oprimida.

Um dia destes vão-nos dizer que esta publicidade é uma arma de libertação feminina, ó ai se vão.

Cristina

maria n. disse...

Cristina,
Julgo que por vezes quando há rejeição e protesto se assume que esse protesto procura a proibição. Talvez fosse nesse sentido que falaram de liberdade? Não sei, o meu não quer proibir nada. Não vou comprar stouts, é tudo.