domingo, 17 de janeiro de 2010

Haiti

«A true revolution of values will soon cause us to question the fairness and justice of many of our past and present policies. On the one hand we are called to play the good Samaritan on life’s roadside; but that will be only an initial act. One day we must come to see that the whole Jericho road must be transformed so that men and women will not be constantly beaten and robbed as they make their journey on life’s highway. True compassion is more than flinging a coin to a beggar; it is not haphazard and superficial. It comes to see that an edifice which produces beggars needs restructuring. A true revolution of values will soon look uneasily on the glaring contrast of poverty and wealth.»

Martin Luther King - “Beyond Vietnam.”

2 comentários:

Helena disse...

Sim, mas: começar por onde?
Um dos problemas desses países paupérrimos é uma classe política profundamente corrupta.
Não basta o primeiro mundo tentar ajudar movido por alguma espécie de culpa ou ética.

maria n. disse...

Helena,
Há dias vi fotografias do Haiti julgando estar a ver o caos causado pelo terramoto. Só depois reparei que eram anteriores.

A realidade dos países muito pobres é inteiramente determinada pelos interesses dos muito ricos, mas esta é uma história muito antiga. Culpar os pobres pela sua pobreza também. É isso o que as palavras de MLK me lembram.

Por onde se começa? Começa-se por aí, por prestar uma ajuda que traga uma melhoria real e não apenas um remendo temporário até as imagens da tragédia saírem das televisões e tudo voltar ao "business as usual". Aliás é sintomático que a ajuda humanitária ainda mal tenha começado a chegar às pessoas e os interesseiros já se tenham alinhado no sentido de encontrar benefícios para eles na miséria dos haitianos. Um bom exemplo disso é um artigo publicado na página da Heritage Foundation (já retirado), cujo título era, "Amidst the Suffering, Crisis in Haiti Offers Opportunities to the U.S.". Nem os fanáticos religiosos perdem a oportunidade para pregarem as suas ideias estapafúrdias.

A cada tragédia, a história repete-se.