sábado, 31 de outubro de 2009

Halloween



“Hallowe’en has an undercurrent of occultism and is absolutely anti-Christian.” Parents should “be aware of this and try to direct the meaning of the feast towards wholesomeness and beauty rather than terror, fear and death” - Padre Joan María Canals, citado pelo L’Osservatore Romano (via Times Online)

Num minuto é-se uma criança vestida a rigor para uma festa inocente, bastante divertida até, e no outro é-se um agente do oculto. Terror, morte e oculto são assuntos que a igreja domina como faz questão de nos lembrar.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Alexandra e o seu cão


foto do DN


No meio de toda a trapalhada e insensibilidade do aparelho de justiça, nada mais resta à Alexandra do que abraçar o seu cão. Uma fotografia comovente que nos mete pelos olhos dentro toda essa injustiça que, dizem-nos, é justa porque está conforme as leis.

domingo, 25 de outubro de 2009

Genesis nu e cru


O Livro de Genesis sem interpretações teológicas ou académicas, ilustrado palavra por palavra. Não aconselhado a menores de meio palmo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

múmias

Movia a ossatura, mumificado pela comitiva de bandeiras e algumas câmaras de TV, transbordando dos passeios para a rua incomodando o trânsito. O mesmo sorriso da adolescência, agora um pouco mais cínico, o mesmo corte de meia malga, agora com menos cabelo, o rosto excessivamente envelhecido, talvez, quiçá, do sol de Lisboa em demasia. Nunca pensei que desse em político, distracção minha - a política também funciona por dinastias.

Os políticos que a província embarca para a capital descem, por um dia, dos placards à calçada. Desembrulham-se na rua entre bandeiras e slogans parolos, apertando todas as mãos, beijando rostos estupefactos de mulheres encostadas nas soleiras das portas. Fazem todos os sacrifícios. Deixam as velhas lamberem-lhes a cara. Elas sabem que eles não gostam. Riem-se umas com as outras trocando detalhes do seu prazer maléfico, comparando cheiros de colónias e sabores de after-shave. Coleccionam lambidelas e no dia do voto decidem pela memória do nariz e da língua. Eles repõem no corpo camadas de linho encharcadas em resina, a toda a velocidade em direcção ao sul.