sábado, 8 de agosto de 2009

Raul Solnado 1929-2009




Eram gargalhadas colossais. Numa rua de casas com paredes de papel agrafadas umas nas outras o riso trespassava-as, parecendo-nos às vezes que o rir dos vizinhos era o eco do nosso. O Raul Solnado fazia a minha mãe rir e nós, ainda pequenos, segurávamos as barriguitas e rebolávamos no chão aos pés do riso dela.

2 comentários:

Rita Maria disse...

O Raul Solnado foi toda a minha infância e até me chegar um cd a meio da adolescência um senhor que fazia umas coisas muito engraçadas no antigamente. Pelo que se misturam ainda, as que eram mesmo dele e as que podiam ter sido mas eram do universo real mas solnadeano do Vale do Lima. Como as senhoras que se enganavam no prédio, subiam até ao segundo andar na casa da vila e se sentavam na sala, abriam as revistas e, quando finalmente passava alguém por elas, perguntava se faltava muito para a mise, indo-se embora muito envergonhadas ao perceber que nao estavam no cabeleireiro. Ou o soldado se calhar. Mas o soldado se calhar às tantas é mesmo do Raul Solnado.

maria n. disse...

É esse antigamente que recordo, sobretudo a do soldado que fez (e ainda faz) rir muita gente. Engraçada essa história das mises. Era mesmo assim que se dizia, ia-se fazer a mise, embora nem sempre no sítio certo.