quarta-feira, 8 de abril de 2009

telefone


No liceu havia a mania dos livrinhos de autógrafos. Hoje, enquanto organizava caixas com papéis, encontrei o meu. Está repleto de dedicatórias dos amigos, poemas mais ou menos previsíveis, frases feitas e clichés, citações e desenhos, promessas de amizade e memória eterna, alguns autógrafos de gente com quem me cruzei, às vezes por mero acaso. O mais original é o do António Pinho Vargas. Tem um número de telefone por baixo do seu autógrafo. Um número antigo como já não se usa e que pertence à mesma categoria do velho telefone da casa dos meus pais que também já não se usa. Existe entre outras antiguidades. Decora.

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