
no meu jardim, pessegueiro em flor (esta manhã)
A natureza é um templo onde pilares vivos
Deixam, por vezes, fugir confusas palavras;
O homem passa por lá através de florestas de símbolos
Que o observam com olhares familiares.
Como longos ecos, que ao longe se confundem
Numa tenebrosa e profunda unidade,
Vasta como a noite e como a claridade,
Os perfumes, as cores e os sons respondem entre si.
Há perfumes frescos como carnes de bebés,
Doces como os oboés e verdes como os prados;
— Outros, ao invés, corruptos, ricos e triunfantes,
Que se expandem como as coisas infinitas,
Como o âmbar, o musgo, o benjoim e o incenso
Que cantam transportes da alma e do sentido.
A natureza é um templo onde pilares vivos
Deixam, por vezes, fugir confusas palavras;
O homem passa por lá através de florestas de símbolos
Que o observam com olhares familiares.
Como longos ecos, que ao longe se confundem
Numa tenebrosa e profunda unidade,
Vasta como a noite e como a claridade,
Os perfumes, as cores e os sons respondem entre si.
Há perfumes frescos como carnes de bebés,
Doces como os oboés e verdes como os prados;
— Outros, ao invés, corruptos, ricos e triunfantes,
Que se expandem como as coisas infinitas,
Como o âmbar, o musgo, o benjoim e o incenso
Que cantam transportes da alma e do sentido.
Charles Baudelaire, As Flores do Mal
original em francês
2 comentários:
Aqui, das bandas da Sibéria, mando um grande muito obrigada. Já nem me lembrava como são essas cores e essa luz!
Ah Helena, as cores são fantásticas! Tudo muito verde e florido, um calor agradável e noites amenas.
Abraço :)
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