sábado, 28 de março de 2009

aranhas

Tenho sempre a porta aberta, a quinta transformada em asilo de cães, gatos, ouriços caixeiros bebés que perderam a mãe, salamandras, esquilos, andorinhas, borboletas da noite gigantes, morcegos, uma raposa velha no jardim, pardais no interior das chaminés, poupas nas janelas e andorinhas no alpendre, e gente, gente, gente. Entram e saem. Entram e saem.
Passei uma tarde sentada no jardim, numa agradável conversa com as visitas, e descobri, ao arrumar as cadeiras, que uma aranha tinha tecido uma teia nas costas do meu assento. Acontece frequentemente encontrar teias em todos os lados, mas desta vez a aranha deixou lá as minúsculas filhas dela. Acho que eram uma centena. As aranhas não me causam espécie nenhuma e não entendo o medo que tantas pessoas têm delas.

1 comentário:

ecila disse...

Uma quinta assim cheia de visitas e uma diversidade de habitantes é o meu sonho :) Também nao entendo o problema das pessoas com as aranhas...