quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

riqueza

«Não digo que sim, não digo que não, mas talvez a riqueza de um homem, um dia, seja contada, não pelo vinho que arrecada, não pelo chão que semeia, não pelos dividendos que detém, mas pelos crimes que carrega, as inaptidões por que responde e, em suma, pelo número daqueles que justifica.» - Agustina Bessa Luís, A Matança

4 comentários:

dualitate disse...

É. até é isso. até acho... pois... talvez.
Quando é que as coisas más passaram a contar mais que as boas? E isso é necessariamente mau? Ou bom?

Espiral

Maria N. disse...

Não sei, Espiral. Sei que estou sempre a tropeçar em sucessos (riquezas) que se construíram com coisas más. Os argumentos do género "fez muito bem, se fosse eu fazia o mesmo" também são comuns. Há de facto muitos que justificam o mal com o sucesso que esse mal trouxe a outros.

dualitate disse...

ah... tinha interpretado mal o texto.

Sim, entendo-te perfeitamente. Eu não sou "fizeste bem, fazia o mesmo". Inadaptada? Em geral acho que não, nesse aspecto sim.

Acho que passar por cima dos outros para conseguir o nosso... é desprezível. Nisso não encaixo. Não me encaixo no desenrascanço que magoa outrem.

É complicado.... mete sensibilidades... e são todas diferentes não é?

Beijinho***

Espiral

Isabela disse...

Ah, eu não tenho dúvidas nenhumas de que é assim. e é assim já, agora, no mundo das coisas que interessam.