sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

isto não cabe no twitter

O Twitter é um óptimo sítio para se dar início à nossa religião, facto já apontado pelo Rui Bebiano (Bebianismo?) mas é sobretudo um bom sítio para se aprenderem factos totalmente relevantes para as nossas vidas cada vez mais virtualmente entrelaçadas. Por exemplo, fiquei a saber que os telemóveis têm tendência para cair nas sanitas, informação de extrema importância agora que o Google nos pode localizar via telemóvel. O Google Street View tira as pessoas da rua, oferecendo-nos um panorama de uma Terra Sem Nós, mas já podemos colocarmo-nos no mapa através dos nossos apêndices, todos bem amarradinhos no World Wide Web como deve ser. Também tomei conhecimento, via Twitter, que o Mac fez 25 anos em Janeiro (“When are you going to stop freezing up, motherfucker?”), que o John Cleese ainda não morreu e mais uma série de coisas.

A minha caixa “What are you doing?” permanece muda. Ontem fiquei algum tempo a olhar para ela. Vou teclar o quê? Estou a olhar para ti? Pensando bem, é uma pergunta muita estúpida. Se o meu telemóvel tivesse caído na sanita eu teria alguma coisa de interesse global para dizer, mas a mim nunca acontecem coisas assim, emocionantes, que cabem em 140 caracteres. Decididamente, o Marianismo não tem futuro.

3 comentários:

CCF disse...

Para que serve? Que interesse tem? já descobriu?
~CC~

Maria N. disse...

CC,
Serve para enviar e receber mensagens mas limitadas a 140 caracteres por mensagem. O FAQ do Twitter explica o que é. Como em qualquer outra ferramenta, as pessoas depressa encontram diversos usos para ela. Políticos, actores, jornalistas, empresas, etc., costumam seguir o povo para onde o povo vai e aqui não é diferente. Para uns, serve para se manterem em contacto com amigos e familiares ou para fazer novos amigos; para outros serve para construir audiências, vender produtos, ideias, etc. Para debate não parece ser muito útil devido à limitação de texto. Não substitui um blogue, pode aliás gerar audiência para o blogue.
Ainda não encontrei um Twitter que achasse interessante, original, criativo, por isso, para já, o meu interesse tem mais a ver com explorar e descobrir do que com utilidade, mas é uma coisa nova, tudo dependerá do que as pessoas fizerem dele.

Uma coisa que achei interessante foi a velocidade com que os famosos aderiram ao Twitter. Seja lá o que for que o Twitter tem, toda a gente quer um pedaço.

(Li o teu texto sobre as listas e os seguidores e concordo com o que dizes. Para além da palavra "seguidores" ser desconfortável (remete logo para religião ou culto da personalidade, que ainda é pior), essa coisa das listas de rankings é bastante ridícula.)

alex disse...

a informação ao momento pode ser viciante, como descobri em 2 ou 3 dias de twitter. mas nada substitui o gozo de deambular por blogues, sem pressas, sem imediatismo nem overdose de comunicação.