quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

virgem

horas tardias nos campos de azul
mostram-se coerentes e não são;
virgens de Outono caem do céu verde
não são amarelas de sardónicas
nem vermelhas de sangue
são tristes não têm cor mas sinto
horas tardias soltas nos campos
batem pela mulher verde que vadia
nos campos onde vadiam as horas.

1982

2 comentários:

blue disse...

um poema nos difíceis anos. quem tem saudades desses dias?

boas festas, um Bom 2009, para ti e para todos os teus!

Maria N. disse...

Eu não tenho saudades, de algumas pessoas sim, dos tempos não. Foram anos deprimentes.

Tudo de bom para ti também e para a tua família. Ainda estou à espera de ter um livro de poemas teus nas mãos, quem sabe talvez 2009 o traga!
Abraço