quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

poema de um poeta morto de quem nunca ninguém ouviu falar

Com ela dói-me o prolongamento das nuvens
Com ela mantenho um olhar o prolongamento da amizade
Com ela o céu ofusca-a e mata-me devagarinho o pensamento
Com ela tudo é possível
Em Beirute ela é cúmplice das crianças mortas
Sopa de napalm
Com ela não sei o quanto tudo é possível
Mas, na agrura dos monumentos erguidos ao grande deus Eros
Espero pela minha vez de a beijar no colo
Longos enlaçamentos de amor e poesia

Zé Cari, 1982

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