sexta-feira, 28 de novembro de 2008


às vezes quando se me escurece a alma penso
deveria praticar ioga
erguer-me como uma árvore assimétrica na torrente
de quando em quando o vento arrancar-me-ia uma ou outra ramada
talvez me cobrissem heras ou vinha virgem
os pássaros alimentar-se-iam de pequenos vermes e insectos
estranhos líquenes tomariam o meu torso
- Cláudia Santos Silva

Ás vezes quando se me escurece a alma recordo uma rua contínua paralela à tua, e outra ainda antiga com o arco que traçavas no papel, por onde devem ter descido rainhas e subido criadas, e talvez, mas só talvez porque não sei, a desenhavas por ter sido aí que se embruxaram os homens e despediram as mulheres.

1 comentário:

blue disse...

talvez, sim, Maria.