sexta-feira, 7 de novembro de 2008

escolhas


As escolhas que fiz na verdade não foram as minhas escolhas. Limitei-me a escolher entre as escolhas que me foram dadas. Aqui está uma porta azul e aqui está uma verde. Escolhe uma. Também há uma vermelha mas essa está fora do leque das tuas escolhas. Esquece-a. E eu esqueci.

Foi mais ou menos assim.

A única escolha que foi inteiramente minha foi gostar de mim o suficiente para escolher. Em vez de morrer.

2 comentários:

bell disse...

E gostar de nós é a escolha mais difícil.

Maria N. disse...

Sem dúvida, sobretudo quando tantas coisas na vida concorrem para diminuir o nosso valor.