quarta-feira, 26 de novembro de 2008

burro (cont.)

Este episódio do burro ficou entranhado na minha memória visual e olfactiva. Contei o que vi ao meu pai. Pareceu-me muito preocupado e ao almoço quase não comeu. Era por causa do burro, transformado em campo de batalha onde jaziam o sangue, os ossos, a carne que eu vira e o cheiro que sentira. Uma visão para quem, como ele, acreditava nas premonições, nos avisos revelados por qualquer entidade divina aos inocentes, como Maria tinha feito aos pastorinhos. Não sei se isto aconteceu no 25 de Novembro mas andou lá perto, acabando o burro e o 25 por ficar associados nas minhas memórias.

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