sábado, 11 de outubro de 2008

no café da Prazeres

falavam do casamento dos homossexuais.
- Se um dos meus filhos fosse homemsexual eu teria um grande desgosto – diz-me a Rosinha que já vai no terceiro café.
- Então porquê, Rosinha? Não deixaria de ser seu filho e ser o mesmo que é.
E continuo, explicando-lhe o que penso, calando-me quando me apercebo que estou quase a dar-lhe um sermão e que ela não está a ligar patavina ao que eu estou a dizer. Vira-se para mim:
- Já viu bem o que seria a vida dele? Só de pensar no que ele iria sofrer toda a vida; aturar os outros, a fazerem pouco dele, levar porrada… Deus me livre!
Precipitei-me. Pensei que ela tinha a cabeça cheia de profecias apocalípticas e receio de não ter netos, mas afinal ela tem medo do ódio e da rejeição dos outros. Tem medo do que a civilização ocidental ainda esconde na cave, junto daquelas coisas que não sabe bem se há-de deitar fora e que por isso guarda, no caso de vir a ser preciso. Como faz o PS.

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