sexta-feira, 19 de setembro de 2008

casamento

Desisto de tentar entender as pessoas que aceitam a homossexualidade mas não aceitam o casamento entre homossexuais e as que aceitam o casamento mas não a adopção de crianças. Um homofóbico é coerente. Não gosta de gays, não aceita a homossexualidade como condição humana, natural. São fáceis de entender.
Se Deus existisse e fosse justo, obrigaria toda a gente, em diferentes fases das nossas vidas, a ser heterossexual, gay, transexual, para ver se aprendíamos de uma vez por todas que a nossa diversidade nos enriquece e que dela deveríamos tirar partido, em vez de a negar com teorias sem pés nem cabeça, que mais não fazem que fingir o preconceito de quem as enuncia e não admite que o tem. Uma sociedade que teima em excluir uma parte de si, negando-lhe uma vida plena e aberta, é uma sociedade cruel. Bárbara.

2 comentários:

dualitate disse...

Eu sou a favor da adopção de crianças por homossexuais. E mais, consigo facilmente desarticular todos os argumentos que até poderiam ser convincentes para quem é contra. Se não utilizo o que aprendi na faculdade para assuntos práticos, então não estive lá a fazer nada. Mas também já desisti. Se nem as pessoas, colegas meus, que deram as teorias da vinculação que eu dei, e o desenvolvimento cognitivo das crianças, e tiveram as mesmas aulas de psicologia social acerca de resistência à mudança não chegam lá, duvido que posso esperar mais do que os que não tiveram. É triste.

Gostei do seu blog. Muito. Estou a lê-lo de enfiada =)

Espiral

Maria N. disse...

Obrigada :)