sábado, 28 de junho de 2008

poema da gata preta que morreu

A minha sobrinha de 11 anos escreveu hoje este poema sobre a gata preta que morreu, porque quis, porque lhe apeteceu, porque ainda pensa na gata e se imaginou sendo ela.


Pela sombra aqui vou eu, toda vaidosa e luxuosa,
Sou mimalha mas muito querida.

Aparece-me assim do nada uma quinta,
Que hei-de eu fazer?
Hei-de explorá-la ou arranjar donos?!

Dei a volta ao mundo dentro da minha cabeça.
Foi mais difícil do que eu pensava!
Finalmente!
Hei-de arranjar donos.

Passado dias, dias e longos dias, ainda de vida
Apareceu-me do nada uma luz tão brilhante!
O que devia fazer, não podia fazer nada
De repente comecei a voar!?
Não acreditei naquilo, Deus estava lá a minha espera!
E também consegui ver os meus 2 filhinhos a Tareca e a Vitória.

Mas não sabia o que estava a passar-se!
Depois é que vi os meus donos ali, lá no fundo a chorar!
As lágrimas escorriam muito depressa,
como se estivéssemos a escorregar num escorrega muito longo que nunca acabava!

Mais tarde comecei a lembrar-me das coisas!
Era tão terrível, tão triste, tão horroroso que poderia partir o coração a qualquer pessoa.
Eu tinha morrido! Que triste!
A minha amiguinha ali a chorar que era a minha segunda preferida.
Ela dava-me de comer, fazia miminhos e quando queria dava-me colo.
Era a minha amiga Maria.

Pelo menos sei que todos estão bem!
Os meus bebés, os meus filhos, os meus donos, as minhas amigas...

Ninguém sabe porque os animais morrem cedo de mais.
Minha bichaninha eras pretinha mas não interessa para ninguém
Pelo menos estás dentro dos nossos corações.
Voa com Deus e vive feliz como viveste aqui.

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