segunda-feira, 30 de junho de 2008

A Indira, a Maria, a Golda, a Margaret, a Benazir, a Angela


Erwin Olaf

Não me interessa saber se a Indira, a Maria, a Golda, a Margaret, a Benazir e a Angela, governaram como mulheres ou homens. Ao longo dos séculos, os homens exerceram o poder através da intimidação e da opressão, guiados pelo desejo de derrotar e humilhar os que se lhes opunham. Hoje, os que exercem o poder, concentram-se mais em procurar interesses comuns e chegar a conclusões em que ambos saiam vencedores. Não há nada mais feminino do que isto. Interessa-me saber que o poder passou a incluir características e preocupações femininas. Já não se governa só para um género, governa-se para ambos.
Não é no comportamento político dos géneros que estão as minhas preocupações. Preocupa-me o quotidiano cheio de descriminações encapotadas, nas empresas, na política, na ciência, na literatura, nas fábricas, em casa, em quase tudo. Preocupa-me que sejam tão poucas a exercer o poder.

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