sexta-feira, 11 de abril de 2008

a alma também murmura no corpo

estudo, leveza, lentidão
a pena cor pincel
se pinte asas em papel.
desliza o corpo pela casa azul
tapete fugido, cortinas em barulho no meu mar.
uma janela de madeira comida por mil bocas de mil bichinhos.
ninhos, pêndulo, telhado, sol
muito sol em pedaços pela casa, na alma.
calor, tira azul no horizonte.
virgem porta escancarada dos sorrisos pela rua acima
dos abraços em cruz, montanha a montanha.
em lugar de fazer alarido
restar contente sem dar a perceber ao mundo:
- a alma também murmura no corpo como mar dentro do meu búzio.

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