quinta-feira, 24 de abril de 2008


desenho a lápis da minha irmã

O cabelo desce em pontas e quase toca os ombros. Acaricia levemente o rosto branco, levanta-o e sossega. Os olhos castanhos profundos deixam ver o que vêem quando não querem ver mas fechados não querem estar. A sua beleza dá igual.
Naqueles momentos em que temos prazer em estarmos vivos, ao lado dos outros, desfrutando de tudo que se torna bom, apenas sentimos o fio que leva a vida aos sentidos, o ar que respiramos, as atmosferas que tão espontaneamente criamos e se criam. O valor de estarmos juntos é esse. A minha intuição que te adivinha e a tua a minha. Se nos déssemos ao trabalho de concentrar a nossa atenção sobre os minutos, certos minutos quando nos acontecem pela primeira vez, sentir-nos-íamos estranhos na consciência da variedade de sentimentos que experimentamos em tão poucos segundos. O sentir é mais veloz que o tempo. Há mais sentimentos que números.

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